quarta-feira, junho 18

26. O telefone vermelho

Alô? Oi, sou eu. Tô numa reunião, posso te ligar depois? Claro. Alô? Oi, aconteceu alguma coisa? Não, nada. Só queria saber como você está. Nossa, fiquei preocupada. Desculpa. Tá tudo bem. Tô trabalhando muito. Você abriu mesmo seu negócio? Abri, aqui em casa. Mas é difícil, esse meio só tem picareta, e eu sou meio boba, você sabe. Você não é boba, é boa. Ser bom já era. Ah, não fala isso! É, sei lá. Tanta gente casando, né. Sou madrinha em setembro. Eu também! E você, continua namorando? Continuo. E tá legal? Tá. Por que cê não vai ver minha peça? Esse assunto é meio complexo aqui? Por que, você contou? Contei. Que bom! E ele entendeu... Não. Não?! Não acredito! É, não... é bem complicado. E eu continuo treinando. Trabalhamos juntos, né, se não tiver paz depois do expediente, não dá! E não temos tido. Puxa... Sabe, um dia seremos todos amigos. Eu também achava, mas já não sei. E você, como tá? Igual, sem rumo. (Silêncio) Preciso atender meu celular. Tá, vai lá. Um beijo. Outro.

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